sexta-feira, 18 de novembro de 2011

um pouquinho mais sustentável

Hoje empacotei e pus no correio a primeira agendinha, e comecei a empacotar outras mais. Quem trabalha com handmade sabe que a embalagem é um capítulo a parte: ela tem que complementar a experiência de compra, de uma maneira boa, claro.
A embalagem ideal, pra mim, seria linda, convidativa, com um cartão fofo, etiqueta adesiva, e seria segura e ecológica. Mas a correria pede pra gente ser prática, o bolso pede pra gente ser econômica, o correio pede respeito a certas normas, a segurança pede reforços, já que o correio nem sempre é muito carinhoso, e o planeta pede pra gente aproveitar melhor os recursos...
Balancear isso tudo numa embalagem é um exercício que eu tento fazer sempre, e aproveito tudo o que eu posso pra não tirar a eco-chatice da equação. Com as agendas eu acabo dando um peso maior à praticidade: são muitas e saem todas ao mesmo tempo, a embalagem não pode ser muito trabalhosa, e reciclar quase sempre dá mais trabalho.
Mas algo sempre dá pra fazer, então, comecei a pensar nos papéis que sobraram por aqui e por ali e que podiam resolver tudo sem me fazer gastar dinheiro nem mais material.
Quer conhecer meu método neurótico eco-chato de embalagem? Vem comeeego (katylene, te amo):


A agenda vai dentro de uma sacolinha, porque, né? Tem que ter uma proteção se o carteiro tomar chuva.

Tem muitas revistas por aqui: embrulhar as agendas com várias folhas me pareceu uma boa maneira de protegê-la contra choques. E dá menos trabalho que cortar plástico bolha, as folhas serviram perfeitamente pro tamanho da agenda.


 Eu sempre gosto de colocar um cartãozinho agradecendo, e sempre sobra um monte de papel colorido pelo estúdio, que acabaria indo pro lixo. Um furador bacana, um carimbo, um desenhinho rápido, e voilá, temos um cartão handmade e ecologicamente correto.

Boto tudo isso num envelope (novo, porque são 100 agendas e não tenho 100 envelopes pra reciclar), com uma etiqueta feita com páginas de agendas que sobraram de 2009. (Eu podia escrever direto no envelope, mas eu sempre erro um monte, ia acabar parando um monte de envelope no lixo. Além disso, as pagininhas tem desenhos, e todas ama envelope com desenho. : )

Nem tudo é reaproveitado, nem tudo é ecologicamente correto, mas acho que é melhor fazer um pouquinho do que não fazer nada, certo? Mas continuo procurando alternativas menos impactantes e fico feliz quando sinto que dei um passinho nessa direção, sem perder o senso prático.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

2012 cheio de doodles

Ufa, finalmente: as agendas da Livraria já estão na lojinha.
muitas
Esse ano, estou muito, muito orgulhosa da agenda: consegui fazer a editoração sozinha, coloquei doodles em todas as páginas, simplifiquei várias coisas no processo de montagem sem sacrificar a aparência e o acabamento e incorporei algumas coisas que tinham sido pedidas por clientes, como o marcador de páginas e os dias da semana sempre na mesma posição. E o melhor: é novembro e, apesar da faculdade, da exposição e de toda a correria, elas estão prontas mais cedo que na última edição. : )
Chega de falar, dá uma olhada:

agend de listrinhas

agenda café

agenda disco dots

agenda disco dots

DSC07141

agenda de listrinhas

Muitos, muitos, muitos desenhos por dentro:

dentro

dentro

agenda disco dots

Agenda 2012- dentro


A edição é de cem agendas, com 10 capas diferentes, nove delas já estão na Livraria. Corre lá pra garantir a sua!

Pra ver mais fotos e detalhes, dá um pulinho no meu flickr.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Eu sempre falo que rabiscar deixa a gente mais alerta, mais atento, embora o mundo fique achando justamente o contrário. E olha a palestra do TED que a Fátima Franco me mandou:



Um beijo pro Lúcio Antônio de Oliveira Campos, lá da UFV, que desenhava nas defesas de tese e fazia asperguntas mais matadoras depois. : )

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Número um

Oba! Já pode contar. Acabei de saber que já saiu o primeiro livro ilustrado por esta que vos escreve: Sozinha mundo afora, da Mari Campos.


A Mari viaja pelo mundo todo fazendo reportagens sobre turismo, e escreveu um manual cheio de dicas pra mulheres que viajam sozinhas pra trabalhar, estudar, passear, whatever. Eu fiz a colagem da capa e mais 14 ilustrações do miolo. O livro está a venda aqui.

E eu estou assim: : )
Bem feliz!
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So happy to tell you all that my first illustration work is published! It's a book by brazilian travel writer Mari Campos,  with lots of information for solo traveller women. I made the cover illustration and 14 inner illos. You can buy the book here".
And I am so proud of it. : )

domingo, 6 de novembro de 2011

The whole world


Chris Sauter from Mark & Angela Walley on Vimeo.
Como fazer uma Silvia feliz: compartilhando vídeos que fazem ela perder o preconceito contra, por exemplo, instalações.
Cláudio Luiz me mandou esse vídeo, sobre o making of da instalação The whole World, do artista Crhis Sauter (que eu não conhecia, btw, e que parece o James Hettfield, dã).

Porque eu amei tanto? Só porque fala de duas coisas que são muito caras pra mim: ciência e arte. Eu amei como ele tira os instrumentos da própria parede que é o objeto pra onde os instrumentos apontam. E a parede, de longe, parece tão perfeita, e os instrumentos, tão imperfeitos. Mais ou menos como é o nosso conhecimento, que a gente estuda, estuda, estuda e continua maravilhado com o objeto de estudo, e olha pro conhecimento que a gente construiu e pensa: é tão imperfeito, tadinhos de nós, somos uns tosquinhos que não sabemos quase nada.
Btw, de novo, aquela visão de cientista arrogante, que acha que sabe tudo, se desfaça dela, viu? Os bons não são assim não, eles tem uma noção muito clara do tamanho da nossa ignorância. Quer ver? Lê isso.
E o Cláudio completa: "A parede com os furos redondos ficou linda. Tanto plasticamente como a ideia de um suposto céu sendo observado pelo telescópio. E ao mesmo tempo dizendo: tiramos nossas invenções das coisas que observamos."

Enfim, eu achei uma alegoria linda, todas compartilha.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

whatever




Sabe crianças, não é fácil ser gente grande, ainda mais quando vc teima em não terminar de crescer.

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you know, it's not easy to be an adult, specially if you insist you'll never grow up tottaly.

p.s.: I don't know what this song is about, I honestly didn't stop to pay attention to what it says, but the melody talks straight to my heart, now.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Rádio Cabeça



Tenho trilha sonora pra tudo, na minha cabeça. Certas palavras apertam o play de determinadas músicas. Sempre as mesmas palavras pras mesmas músicas.
E hoje, na aula, estávamos falando de estereótipos: tóim. Achei a música que eu queria pra colocar no meu desenho.


(pq ontem me caiu a ficha de que sempre desenho ouvindo música, então, sempre devia ter uma música nos meus desenhos - desculpa esfarrapada pra postar aqui)

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I love music so much that I always have a soundtrack for any subject. Some words make my head play some songs, always the same words for the same songs. And today, on class, we were taking about stereotypes, and I found the song I was looking for this drawing. (I realised that I'm always hearing something, and it relates to my mood, as the clothes do. Or this is just a silly excuse to post here)